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A depressão vem antes do suicídio

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Foto: Divulgação

Temos visto constantes casos de pessoas, a maioria jovens, tirando a própria vida. É válido lembrar, que antes de chegar de fato ao suicídio, esta pessoa estava com alguma doença mental. A depressão por exemplo, é uma doença muito grave, que pode levar a morte sim. E ela geralmente antecede o suicídio.

Precisamos olhar mais para o que de fato as pessoas estão nos dizendo, não apenas pela linguagem oral, mas também pela corporal. Muitos pedem socorro por meio de brincadeiras ou de outras atitudes para disfarçar a dor que carregam ou vazio que sentem.

É necessário parar de romantizar o suicídio, atribuindo a causas superficiais, uma vez que esse tipo de atitude nunca poderá ser considerado normal. Normal é a pessoa caminhar para a vida e não o contrário.

A divulgação de casos de suicídio pode ser um gatilho para outro tentar contra a própria vida, por se identificar com a dor alheia, até porque, pessoas doentes emocionalmente são frágeis sentimentalmente.

É por isso que se fala tanto em evitar dar publicidade a suicídios, e abordar as possíveis causas e formas no qual a pessoa o cometeu. Tudo isso pode impulsionar alguém doente emocionalmente a tentar contra a própria vida.

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O mais lamentável é que ainda existe um preconceito muito grande em relação a depressão, que é vista por muitos, como uma fraqueza ou falta de força de vontade. Alguns líderes espirituais acreditam que seja falta de Deus, ou pouca fé.

Mas essa não é a verdade e, nem tudo é somente espiritual. O físico e a alma também pedem socorro, não ignorem isso. Doenças mentais precisam de tratamento como qualquer outra.

Esse pensamento errado acerca de doenças mentais tem contribuído para que pessoas que sofrem com a doença não deem a verdadeira atenção que necessita, ou busquem ajuda, principalmente o homem.

O suicídio entre homens é mais comum do que se imagina, e dificilmente eles pedem apoio. Até porque, há uma crença limitante que diz que “o homem tem que ser forte”, ou ainda “o homem não chora”, e tantas outras.

A bem da verdade é que qualquer pessoa está sujeita a desenvolver um transtorno depressivo, e quando sofre um agravamento no quadro, a ponto de perder a vontade de viver, pode ser um candidato em potencial ao suicídio. O isolamento pode dizer muito sobre como a pessoa está se sentindo.

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Por isso, ao identificar sinais de depressão, o importante é buscar tratamento o quanto antes. O agravamento da doença pode acarretar muitas sequelas.

É preciso criar uma rede de apoio para combater as doenças mentais que atingem tantas pessoas. Igrejas, escolas, instituições públicas e privadas, entre outros órgãos, precisam se unir com grupos terapêuticos e médicos para que os três pilares (espiritual, físico e emocional) sejam de fato tratados.

E se você sente que algo não está bem, que a vida não faz sentido, não sofra calado, peça ajuda. Procure um especialista no assunto.

Converse com quem você ama, afinal todas as coisas se resolvem quando se tem um direcionamento.

O amanhã pode ser diferente, e viver sempre será a melhor opção.

Sirlei Theis é advogada, gestora pública, treinadora comportamental e consteladora familiar.

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Quando vale a pena manter um seguro de vida?

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Entenda porque pode ser importante continuar com este custo no orçamento mensal

Leitor pergunta: “Sou solteiro e não tenho dependentes. Com as contas apertadas, pensei em parar de pagar o seguro de vida, mas me falaram que não seria uma boa ideia. Por que não?”

Vivi Stamm, CFP, responde:

Por muito tempo, o seguro de vida era visto como uma proteção para a família em caso de morte do segurado. Mas, atualmente, o mercado de seguros oferece inúmeras coberturas que poderão ser usufruídas em vida. Ainda é possível escolher entre os mais variados planos até encontrar um de acordo com seu perfil e sua capacidade financeira.

Caso você opte por manter o seguro, é importante saber que existem vários benefícios mesmo quando se é solteiro. As coberturas podem incluir:

  • a) invalidez total, parcial ou temporária;
  • b) diagnóstico de doenças graves
  • (câncer, esclerose, Alzheimer etc.);
  • c) despesas médico-hospitalares por internação ou diária;
  • d) indenização por afastamento do trabalho por incapacidade temporária, entre outras.

Existem, inclusive, seguros resgatáveis. É importante esclarecer que os seguros resgatáveis não são um tipo de investimento, mas uma opção dentro da gestão de riscos.

Também existem os seguros premiáveis, ou seja, aqueles que por meio de sorteios contemplam alguns segurados conforme o regulamento estabelecido. Eles são parecidos com uma loteria.

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Uma das vantagens financeiras de contratar um seguro de vida quando se é jovem e mantê-lo ao longo da vida é que você pode garantir um preço razoavelmente menor, diferentemente de outras pessoas que decidem ter o seguro mais tarde.

Então, sim, manter o seguro de vida em muitos casos pode ser interessante e até representar economia no orçamento de uma pessoa solteira. Por exemplo: uma pessoa que descobre uma doença grave como o câncer pode ter despesas muito elevadas com o tratamento.

Caso não possua reservas financeiras para custear as despesas ou plano de saúde, essa pessoa certamente terá um impacto importante no seu orçamento. Mesmo que decida fazer o tratamento pelo SUS, podem existir despesas que não são custeadas pelo governo e que podem exigir que ela desembolse valores que não estavam previstos em seu orçamento.

Portanto, caso decida cancelar seu seguro, antes de tudo sugiro que leia a apólice com cautela e verifique quais coberturas você possui e quais de fato você avalia que pode ou não precisar.

Outra possibilidade é reduzir algumas coberturas do seu seguro atual. Dependendo da situação, você pode conseguir a redução do preço que está pagando e fazer o ajuste necessário no seu orçamento.

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Planejar sempre é o melhor caminho. Converse com seu consultor de seguros, esclareça as dúvidas e não tenha vergonha de perguntar, porque caso você precise usar alguma cobertura é importante saber de todos os detalhes.

Depois analise cada uma de suas coberturas e avalie a possibilidade de ocorrer um evento para o qual você tem cobertura para então decidir se, de fato, está realizando uma economia ao encerrar seu contrato de seguro.

Além disso, se as contas estão apertadas, revise seu planejamento financeiro por completo avaliando se todos os gastos atuais, principalmente os fixos, são realmente necessários. Fazendo esse check-up, você poderá esclarecer quais despesas fazem sentido e quais podem ser otimizadas ou excluídas completamente. Planejar e revisar seu orçamento constantemente é fundamental e certamente ajudará você a restabelecer sua saúde financeira.

Vivi Stamm é planejadora financeira pessoal e possui a certificação CFP (Certified Financial Planner) concedida pela Planejar – Associação Brasileira de Planejamento Financeiro . E-mail: [email protected]

As respostas refletem as opiniões do autor, e não do Valor Econômico ou da Planejar.

 

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