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Guerra: Rússia assume controle da siderúrgica em Mariupol

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Destruição em Mariupol, na Ucrânia
Reprodução / Twitter – 22.04.2022

Destruição em Mariupol, na Ucrânia

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, foi informado nesta sexta-feira (20) que a operação na siderúrgica Azovstal, em Mariupol , foi concluída e o local “está totalmente” sob o controle das forças de Moscou.

Segundo o ministro russo da Defesa, Seghi Shoigu, citado pela agência Tass, chegou ao fim “a operação e a liberação completa da siderúrgica Azovstal em Mariupol dos militantes ucranianos”.

O anúncio é feito poucas horas após os combatentes remanescentes na siderúrgica receberem uma ordem do comando militar da Ucrânia para parar de lutar.

Em nota, o governo russo informou que um total de 2.439 combatentes ucranianos se rendeu e deixou Azovstal. “O último grupo de 531 militantes do Azovstal, em Mariupol, rendeu-se hoje”, declarou o porta-voz do Ministério da Defesa de Moscou, Igor Konashenkov.

As autoridades russas também divulgaram um vídeo da rendição dos últimos defensores ucranianos. O comandante do Batalhão de Azov, Denis Prokopenko, foi levado da siderúrgica “com um veículo blindado especial” para os territórios controlados pela Rússia.

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“Os moradores o odiavam e queriam matá-lo pelas inúmeras atrocidades cometidas”, afirmou Konashenkov.

Azovstal foi o último reduto em Mariupol ocupada pelos russos e se tornou um símbolo da resistência ucraniana sob o bombardeio russo.

Mais cedo, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, já havia dito que “foi acordado que o desbloqueio” da situação em Azovstal “seria feito por intermediários, nossos parceiros ocidentais”.

“Quando vimos que era impossível desbloqueá-lo por meios militares, negociei com a Turquia, Suíça, Israel e primeiro com a França por causa das relações de seus líderes com a Federação Russa”, concluiu.

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Fonte: IG Mundo

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Zelensky pede para ONU investigar ataques em shopping de Kremenchuk

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Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky
Reprodução/Facebook

Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, sugeriu na tarde desta terça-feira (28) que a Organização das Nações Unidas (ONU) envie uma comissão de inquérito a Kremenchuk para investigar ataques de mísseis russos contra civis .

O pedido foi feito durante sua participação por videoconferência na reunião do Conselho de Segurança sobre a Ucrânia.

“Sugiro que as Nações Unidas enviem um representante especial ou o secretário-geral, ou uma comissão ao local deste ato terrorista, para que possa encontrar informações de forma independente e ver que é, na verdade, um ataque com mísseis russos”, declarou.

Zelensky pediu ainda aos membros do Conselho de Segurança, incluindo os representantes da Rússia e da China, para homenagearem “todos os ucranianos que foram mortos nesta guerra com um minuto de silêncio”.

Durante seu pronunciamento, o presidente da Ucrânia reiterou mais uma vez que a Rússia não tem o direito de permanecer no Conselho de Segurança da ONU.

“Em qualquer outro lugar do mundo, uma organização como a Rússia, que tem como alvo civis, seria chamada de terrorista”, explicou ele. “Quem entre vocês discorda de que o ataque da Rússia a civis e infraestrutura civil é terrorismo?”, questionou.

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O duro discurso foi feito um dia após um bombardeio russo atingir um shopping center de Kremenchuk, no centro-leste da Ucrânia, e deixar pelo menos 20 mortos e 59 feridos. Centenas de socorristas continuam procurando por vítimas nos escombros do edifício.

Hoje, seis membros do Conselho de Segurança da ONU – EUA, Reino Unido, França, Noruega, Irlanda e Albânia -, juntamente com a Ucrânia, “condenaram” os ataques a civis em Kremenchuk.

Além disso, as nações reiteraram seu “total apoio à independência e integridade territorial da Ucrânia, condenando a intensificação dos ataques de mísseis da Rússia no país, visando infraestrutura civil e áreas residenciais”.

Eles também condenaram qualquer violação das leis humanitárias internacionais e reforçaram seu apelo ao respeito à Convenção de Genebra.

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Fonte: IG Mundo

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