ESQUEMA CRIMINOSO
PF mira contrabandista de canetas emagrecedoras em Cuiabá
GERAL
A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (4), a Operação Peso Falso, com o objetivo de desmantelar um esquema criminoso de contrabando e de descaminho, além de possíveis infrações à legislação sanitária. Os policiais cumprem um mandado de busca e apreensão em Cuiabá.
As investigações tiveram início em 2025, quando a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu grande quantidade de produtos proibidos oriundos do Paraguai, entre os quais estão canetas emagrecedoras e anabolizantes. A partir de então, a Polícia Federal aprofundou as investigações com o objetivo de identificar os responsáveis pelo financiamento desse tipo de crime.
Na ocasião, um casal foi preso durante abordagem na BR-163, em Cuiabá, no dia 7 de novembro do ano passado. O casal, segundo a PRF, retornava de Ponta Porã (MS), e viajava com um bebê em um Chevrolet Cobalt.
No veículo, os agentes encontraram uma quantidade significativa de medicamentos de uso controlado, Lipoless 15, Lipoless 10, Lipoless 5, T.G 15, T.G 10, Retatrutide, Tirzec 10, Enantato e Masterbolick escondidos sob o banco traseiro e no porta-malas.
Além disso, os policiais localizaram diversas canetas aplicadoras de Mounjaro (tirzepatida), sendo algumas vazias, levantando a suspeita de que os genéricos seriam inseridos nessas canetas para revenda como originais.
O casal e todo o material apreendido foram encaminhados à Superintendência da Polícia Federal em Cuiabá.
GERAL
Deputados e senadores de MT assinam em peso a CPMI contra Banco Master; só Emanuelzinho e Lacerda ficam de fora
Foi protocolado no Congresso Nacional, nessa terça-feira (3), o requerimento para a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) com o objetivo de investigar fraudes bilionárias no Banco Master. Ao todo, a iniciativa reuniu 280 assinaturas, sendo 238 de deputados federais e 42 de senadores. O autor do requerimento é o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ).
Da bancada mato-grossense, assinaram o requerimento os deputados federais Coronel Assis (União), Coronel Fernanda (PL), Gisela Simona (União), José Medeiros (PL), Juarez Costa (MDB), Nelson Barbudo (PL) e Rodrigo da Zaeli.
De Mato Grosso, apenas o deputado federal Emanuelzinho (MDB) não assinou o pedido. Ele alega que a iniciativa se trata de uma “CPMI dos deputados de extrema direita” e vem pedindo apoio a outro requerimento para abertura de uma CPMI sobre o mesmo tema, apresentado pela deputada federal esquerdista Heloísa Helena (Rede-RJ).
No Senado, assinaram o requerimento da CPMI do Banco Master os senadores de Mato Grosso Jayme Campos (União) e Wellington Fagundes (PL). Não foi contabilizada a assinatura do suplente de senador José Lacerda (PSD), que está deixando a cadeira para que a suplente Margareth Buzetti (PSD) possa assumir a vaga que é do Ministro da Agricultura Carlos Fávaro (PSD).
“Acabamos de protocolar o pedido de CPMI do Banco Master, esse que é um dos maiores, se não o maior escândalo financeiro existente no Brasil. Um banco falido, que estava sendo negociado por um banco público e que esconde muita coisa aí”, comentou Coronel Assis.
A CPMI do Banco Master deve apurar irregularidades cometidas pela instituição, que é investigada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal por suspeita de fraudes bilionárias, gestão fraudulenta, organização criminosa, manipulação de mercado, desvio e lavagem de dinheiro. Também é atribuída ao Banco Master uma suposta fraude na venda de carteiras de crédito ao Banco de Brasília (BRB), no valor de R$ 12,2 bilhões.
Além das fraudes, a comissão pretende apurar os impactos econômicos do caso e eventuais conexões entre agentes públicos e empresas ligadas às irregularidades.
Após o protocolo, o próximo passo é a leitura do requerimento em sessão conjunta do Congresso Nacional, etapa necessária para a instalação formal da CPMI. O pedido será analisado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União).
“Vamos exigir que o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre coloque em prática essa CPMI. É importante para que nós brasileiros saibamos da verdade e, claro, quem estiver errado, que pague por isso”, disse a deputada Coronel Fernanda.
Grupo de trabalho e CPMI do INSS
Paralelamente, o presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), instituiu um grupo de trabalho para acompanhar as investigações sobre o Banco Master. O grupo poderá apresentar requerimentos para convocação de autoridades e pessoas investigadas, solicitar informações oficiais e elaborar propostas legislativas relacionadas ao tema. O início das atividades está previsto para esta semana.
Já a CPMI do INSS, comandada pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG), que investiga as fraudes do INSS, aprovou a convocação do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para prestar depoimento ao colegiado.
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