Estrangeiros ilegais
Mais de 80 moradores de MT são deportados dos EUA em menos de um ano
GERAL
No primeiro ano do segundo mandato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mais de 80 pessoas de Mato Grosso foram deportadas pelo Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), segundo relatório do programa ‘Aqui é Brasil’, coordenado pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC).
Ao todo, 3.113 brasileiros foram deportados pelos Estados Unidos. Mato Grosso ocupa a sétima posição no ranking, com 88 pessoas — 73 homens e 15 mulheres — enviadas de volta ao país em 32 voos fretados pela imigração americana entre fevereiro de 2025 até o fim de janeiro deste ano.
Ranking dos 10 estados com mais moradores deportados dos EUA
| Ranking | Estado | Número de deportado |
| 1° | Minas Gerais | 1568 |
| 2° | Rondônio | 314 |
| 3° | São Paulo | 287 |
| 4° | Goiás | 165 |
| 5° | Espírito santo | 142 |
| 6° | Pará | 97 |
| 7° | Mato Grosso | 88 |
| 8° | Rio de Janeiro | 73 |
| 9° | Santa Catarina | 55 |
| 10° | Parána | 52 |
De acordo com dados do programa de acolhimento humanitário, a maioria dos deportados do estado está na faixa etária de 18 a 29 anos e é pardo(veja gráfico abaixo).

O relatório também aponta que 14% dos casos envolvem beneficiários sem documento — pessoas que não possuem registro civil (como certidão de nascimento, RG ou CPF) ou não conseguem apresentá-lo.
Entre os deportados, cerca de 50% afirmaram ter concluído o ensino médio. A outra metade se divide entre pessoas sem escolaridade, aquelas que não finalizaram o ensino fundamental e outras que chegaram a concluir esse nível ou até o ensino superior.
Ainda de acordo com a instituição, boa parte dos brasileiros deportados já têm em mente áreas de atuação para ingressar no mercado de trabalho e se reerguer no estado (veja tabela abaixo).
Setor de atuação pretendido pelos retornados
| Setor | Retornados |
| Indefinido | 29 |
| Serviços e Comércios | 27 |
| Agropecuária e Extração | 14 |
| Industria e Construcção | 9 |
| Tecnologia e Informação | 7 |
| Saúde, Educação, Gestão Pública | 2 |
Dos deportados de Mato Grosso, mais de 64% afirmaram que pretendem se hospedar na casa de familiares. Outros 28% disseram que vão retornar para a própria residência. Já 1% declararam não saber onde ficar e 1% contam com abrigos públicos.
O ICE afirmou que os critérios para deportação levam em conta, principalmente, violações das leis de imigração dos Estados Unidos, antecedentes criminais e riscos à segurança pública. Também entram na lista pessoas que perderam o status legal, seja por visto vencido ou por entrada irregular no país.
GERAL
Deputados e senadores de MT assinam em peso a CPMI contra Banco Master; só Emanuelzinho e Lacerda ficam de fora
Foi protocolado no Congresso Nacional, nessa terça-feira (3), o requerimento para a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) com o objetivo de investigar fraudes bilionárias no Banco Master. Ao todo, a iniciativa reuniu 280 assinaturas, sendo 238 de deputados federais e 42 de senadores. O autor do requerimento é o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ).
Da bancada mato-grossense, assinaram o requerimento os deputados federais Coronel Assis (União), Coronel Fernanda (PL), Gisela Simona (União), José Medeiros (PL), Juarez Costa (MDB), Nelson Barbudo (PL) e Rodrigo da Zaeli.
De Mato Grosso, apenas o deputado federal Emanuelzinho (MDB) não assinou o pedido. Ele alega que a iniciativa se trata de uma “CPMI dos deputados de extrema direita” e vem pedindo apoio a outro requerimento para abertura de uma CPMI sobre o mesmo tema, apresentado pela deputada federal esquerdista Heloísa Helena (Rede-RJ).
No Senado, assinaram o requerimento da CPMI do Banco Master os senadores de Mato Grosso Jayme Campos (União) e Wellington Fagundes (PL). Não foi contabilizada a assinatura do suplente de senador José Lacerda (PSD), que está deixando a cadeira para que a suplente Margareth Buzetti (PSD) possa assumir a vaga que é do Ministro da Agricultura Carlos Fávaro (PSD).
“Acabamos de protocolar o pedido de CPMI do Banco Master, esse que é um dos maiores, se não o maior escândalo financeiro existente no Brasil. Um banco falido, que estava sendo negociado por um banco público e que esconde muita coisa aí”, comentou Coronel Assis.
A CPMI do Banco Master deve apurar irregularidades cometidas pela instituição, que é investigada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal por suspeita de fraudes bilionárias, gestão fraudulenta, organização criminosa, manipulação de mercado, desvio e lavagem de dinheiro. Também é atribuída ao Banco Master uma suposta fraude na venda de carteiras de crédito ao Banco de Brasília (BRB), no valor de R$ 12,2 bilhões.
Além das fraudes, a comissão pretende apurar os impactos econômicos do caso e eventuais conexões entre agentes públicos e empresas ligadas às irregularidades.
Após o protocolo, o próximo passo é a leitura do requerimento em sessão conjunta do Congresso Nacional, etapa necessária para a instalação formal da CPMI. O pedido será analisado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União).
“Vamos exigir que o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre coloque em prática essa CPMI. É importante para que nós brasileiros saibamos da verdade e, claro, quem estiver errado, que pague por isso”, disse a deputada Coronel Fernanda.
Grupo de trabalho e CPMI do INSS
Paralelamente, o presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), instituiu um grupo de trabalho para acompanhar as investigações sobre o Banco Master. O grupo poderá apresentar requerimentos para convocação de autoridades e pessoas investigadas, solicitar informações oficiais e elaborar propostas legislativas relacionadas ao tema. O início das atividades está previsto para esta semana.
Já a CPMI do INSS, comandada pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG), que investiga as fraudes do INSS, aprovou a convocação do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para prestar depoimento ao colegiado.
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