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Tempo instável

Ciclone traz risco de ventos de até 100 km/h e granizo para Mato Grosso

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Foto: Divulgação

A formação de um ciclone extratropical na região Sudeste do país será sentida em Mato Grosso, mantendo o tempo instável nos próximos dias. Isso levou o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) a emitir três alertas meteorológicos para o estado hoje (4), sendo um de nível amarelo e dois de nível laranja. A previsão é de tempestades acompanhadas de ventos que podem chegar a 100 km/h, chuva intensa e possibilidade de queda de granizo em diversas regiões do estado.

De acordo com o Inmet, o ciclone contribui para a intensificação da frente fria e da Zona de Convergência do Atlântico Sul, favorecendo pancadas de chuva fortes, ventos intensos, descargas elétricas e risco de alagamentos em várias regiões do estado.

O alerta amarelo de chuvas intensas segue válido até as 23h59 desta quinta-feira (5) e abrange áreas do Norte, Centro-Sul e Sudoeste de Mato Grosso. A previsão indica chuva entre 20 e 30 milímetros por hora ou até 50 milímetros por dia, além de ventos de até 60 km/h, com baixo risco de queda de galhos, alagamentos pontuais e interrupções no fornecimento de energia.

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Já os dois alertas laranja, que representam maior grau de severidade, indicam perigo para tempestades e chuvas intensas. Um deles, válido apenas nesta quarta-feira, aponta possibilidade de volumes entre 30 e 60 milímetros por hora ou até 100 milímetros por dia, ventos que podem chegar a 100 km/h e queda de granizo, principalmente nas regiões Centro-Sul, Sudeste e Nordeste de Mato Grosso. O outro aviso laranja, que segue até esta quinta-feira, também prevê chuva intensa, rajadas fortes de vento, risco de alagamentos, descargas elétricas e quedas de galhos de árvores, com maior impacto no Norte do estado.

A tendência é de que o tempo continue instável em Mato Grosso nos próximos dias, com chuvas que podem variar de moderadas a fortes, principalmente entre a tarde e a noite, sob influência do ciclone e da frente fria associada ao sistema.

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Deputados e senadores de MT assinam em peso a CPMI contra Banco Master; só Emanuelzinho e Lacerda ficam de fora

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Foto: Divulgação

Foi protocolado no Congresso Nacional, nessa terça-feira (3), o requerimento para a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) com o objetivo de investigar fraudes bilionárias no Banco Master. Ao todo, a iniciativa reuniu 280 assinaturas, sendo 238 de deputados federais e 42 de senadores. O autor do requerimento é o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ).

Da bancada mato-grossense, assinaram o requerimento os deputados federais Coronel Assis (União), Coronel Fernanda (PL), Gisela Simona (União), José Medeiros (PL), Juarez Costa (MDB), Nelson Barbudo (PL) e Rodrigo da Zaeli.

De Mato Grosso, apenas o deputado federal Emanuelzinho (MDB) não assinou o pedido. Ele alega que a iniciativa se trata de uma “CPMI dos deputados de extrema direita” e vem pedindo apoio a outro requerimento para abertura de uma CPMI sobre o mesmo tema, apresentado pela deputada federal esquerdista Heloísa Helena (Rede-RJ).

No Senado, assinaram o requerimento da CPMI do Banco Master os senadores de Mato Grosso Jayme Campos (União) e Wellington Fagundes (PL). Não foi contabilizada a assinatura do suplente de senador José Lacerda (PSD), que está deixando a cadeira para que a suplente Margareth Buzetti (PSD) possa assumir a vaga que é do Ministro da Agricultura Carlos Fávaro (PSD).

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“Acabamos de protocolar o pedido de CPMI do Banco Master, esse que é um dos maiores, se não o maior escândalo financeiro existente no Brasil. Um banco falido, que estava sendo negociado por um banco público e que esconde muita coisa aí”, comentou Coronel Assis.

A CPMI do Banco Master deve apurar irregularidades cometidas pela instituição, que é investigada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal por suspeita de fraudes bilionárias, gestão fraudulenta, organização criminosa, manipulação de mercado, desvio e lavagem de dinheiro. Também é atribuída ao Banco Master uma suposta fraude na venda de carteiras de crédito ao Banco de Brasília (BRB), no valor de R$ 12,2 bilhões.

Além das fraudes, a comissão pretende apurar os impactos econômicos do caso e eventuais conexões entre agentes públicos e empresas ligadas às irregularidades.

Após o protocolo, o próximo passo é a leitura do requerimento em sessão conjunta do Congresso Nacional, etapa necessária para a instalação formal da CPMI. O pedido será analisado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União).

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“Vamos exigir que o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre coloque em prática essa CPMI. É importante para que nós brasileiros saibamos da verdade e, claro, quem estiver errado, que pague por isso”, disse a deputada Coronel Fernanda.

Grupo de trabalho e CPMI do INSS

Paralelamente, o presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), instituiu um grupo de trabalho para acompanhar as investigações sobre o Banco Master. O grupo poderá apresentar requerimentos para convocação de autoridades e pessoas investigadas, solicitar informações oficiais e elaborar propostas legislativas relacionadas ao tema. O início das atividades está previsto para esta semana.

Já a CPMI do INSS, comandada pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG), que investiga as fraudes do INSS, aprovou a convocação do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para prestar depoimento ao colegiado.

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