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Itens da ceia de Natal ficam mais caros com inflação alta: veja como economizar

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Peru de Natal vai ficar mais caro na ceia de 2021
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Peru de Natal vai ficar mais caro na ceia de 2021

Neste Natal, que vai ser de reencontros para muitos vacinados contra a Covid-19, os consumidores estão animados. Mas a situação econômica ainda difícil no país pede estratégia na hora de fazer as compras para não estourar o orçamento. A ceia encareceu, com os itens típicos da época até 27% mais caros do que no ano passado, como é o caso do frango inteiro.

Entre as carnes, o alimento foi o que teve maior alta no preço. O peso da carne bovina chegou a 18,68%. Bacalhau (7,98%), lombo suíno (6,48%) e pernil suíno (3,44%) também tiveram aumentos. Os índices são resultados do acompanhamento de preços feito pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), por todo o país, nos últimos 12 meses.

“A especificidade do frango é ser criado em granja, muito dependente de ração à base de milho ou de soja. Por problemas climáticos, como a estiagem que dura mais de um ano e a geada no último inverno, as safras de milho e soja foram muito prejudicadas. E a criação dos frangos saiu cara. Já o boi é criado solto e pode pastar, e o suíno pode ter a lavagem variada”, explica Matheus Peçanha, economista do Ibre FGV.

O preço da carne de boi está em retração, após um longo período de altas. O consultor de varejo Marco Quintarelli acrescenta, inclusive, que esse encarecimento influenciou o custo do frango.

“Muita gente migrou para consumir o frango, pois era a segunda proteína mais barata, logo após o ovo. Então, o aumento da demanda, e o fato de o frango ser exportado, ou seja, seu preço é dolarizado, acabam pressionando este alimento também”, diz Quintarelli.

Os ovos tiveram elevação de 20,05% no preço. Já a categoria “pão de outros tipos”, que inclui pães de rabanada, teve reajuste de 11,12%. O pouco trigo produzido no Brasil sofreu os mesmos impactos da ração do frango, enquanto a parcela importada está mais cara em razão do dólar, acima do patamar de R$ 5,50 atualmente. Também encareceram alguns complementos de receitas e bebidas alcoólicas, como o azeite (13,69%) e o vinho (7,77%).

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“Geralmente, o azeite e o vinho têm uma parcela importada grande no mercado. E fatores de incerteza da pandemia e fatores políticos levaram os câmbios para as alturas. Assim, o preço interno sobe”, explica Matheus Peçanha.

O aumento calculado pela FGV engloba uma média entre nacionais e importados. No segundo grupo, o impacto pode ser até maior. No Cadeg, em Benfica, na Zona Norte do Rio, vinhos que custavam R$ 29,90 no fim de 2020 estão saindo agora por até R$ 60.

“Os portugueses foram os que mais aumentaram. Até vidro para a embalagem faltou no mercado na pandemia, e tudo encareceu”, justifica Michele Sant’ana, vendedora da Central dos Vinhos, que, apesar dos preços mais caros, vê o movimento no estabelecimento crescer, em comparação com o fim do ano passado.

De acordo com os especialistas, o saldo do varejo deve mesmo ser bem melhor no Natal de 2021.

“O fluxo de clientes já aumentou”, diz Michele Sant’ana, vendedora da Central dos Vinhos, no Cadeg

“Os preços aumentaram muito, é verdade. Até 100%, principalmente dos importados em geral e dos vinhos portugueses. Então, alguns consumidores querem manter os gastos iguais aos do ano passado, e aí substituem produtos. Por exemplo, o vinho que tomaram por R$ 59 está por R$ 80. Então, mudam o vinho. Mas o fluxo de consumidores aumentou comparando agora com essa mesma época no ano passado. Esperamos resultados melhores.”

Especialista estima alta de 10% no saldo do varejo

De acordo com Marco Quintarelli , o varejo deve faturar cerca de 10% a mais neste ano, em relação a 2020. Na rede de supermercados Mundial, a expectativa de aumento nas vendas chega a 30%.

“Foi um ano muito ruim. Agora, existe uma ânsia grande das pessoas em comemorar. O que vai acontecer é que elas vão apostar em produtos mais em conta e numa ceia mais abrasileirada”, pontua ele, confirmando a impressão da vendedora Michelle.

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O economista Matheus Peçanha concorda:

“Tem muitos fatores contra essa expectativa de melhora: muita gente perdeu renda na pandemia, muita gente foi para informalidade, o processo inflacionário está crítico. Mas o brasileiro sempre dá seu jeito, substitui alimentos, inventa receitas. Então, até por causa dessa tradição de jogo de cintura, pode acabar valendo essa euforia na hora das compras.”

A família do aposentado Sérgio Carvalho, de 67 anos, não se reuniu no ano passado para comemorar o Natal por conta da pandemia. Agora, os já vacinados se sentem mais seguros para uma reunião íntima.

“Como sou aposentado, não perdi a renda e não fui tão afetado na pandemia. Sem contar que deixei de gastar muito por causa das restrições de atividades durante este período. Então, isso alivia”, lembra ele, que mesmo assim foi às compras ainda em novembro, para fugir de novos aumentos de preços: “Em dezembro, os preços mudam até 30%, pelo que vi em outros anos. Então, já comprei boa parte do que vou precisar, inclusive descartáveis.”

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Confira alguns preços no Cadeg

– Central dos Vinhos

Vinho tinto chileno Stillus (750 ml) – R$ 24,90

Vinho tinto português Reguengos Alentejo (750 ml) – R$ 39,99

Bacalhau Morhua lombo (kg) – R$ 99

Bacalhau Morhua lascas (kg) – R$ 74,90

Bacalhau Porto desfiado (kg) – R$ 69,90

Nozes com casca (kg) – R$ 49,99.

– Mix Nordestino

Damasco (100g) – R$ 6,99

Ameixa sem caroço (100g) – R$ 5,58

Abacaxi cristalizado (100g) – R$ 5,99

Figo cristalizado (100g) – R$ 5,89

Uva passa preta (100g) – R$ 2,99

Castanha do Pará (100g) – R$ 7,99

Amêndoa defumada (100g) – R$ 7,89.

– Grife dos Vinhos

Azeite português Cartuxa EA Extra Virgem (500ml) – R$ 43,35.

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Conta de luz terá bandeira verde em fevereiro para os mais pobres

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Beneficiários da tarifa social de energia terão bandeira verde na conta de luz em fevereiro
Fernanda Capelli

Beneficiários da tarifa social de energia terão bandeira verde na conta de luz em fevereiro

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira (28) que irá aplicar a bandeira tarifária verde no mês de fevereiro para os consumidores que recebem o benefício da Tarifa Social de Energia Elétrica. Com essa bandeira, que indica condições favoráveis de geração de energia, não há acréscimos na tarifa.

A bandeira verde também esteve em vigor nos meses de dezembro e janeiro. Para os demais consumidores de energia elétrica, a bandeira vigente até abril será a de Escassez Hídrica, no valor de R$ 14,20 a cada 100 kWh consumidos.

A bandeira tarifária é um adicional cobrado nas contas de luz para compensar os custos extras decorrentes da geração de energia por meio de usinas termelétricas. A bandeira ficará verde por conta da previsão de chuvas dentro da média, o que favorece a geração de energia por termelétricas.

Neste momento, a bandeira verde vale apenas para os consumidores com tarifa social, que programa que concede descontos a consumidores de baixa renda inscritos em benefícios do governo.

Instituída pelo Ministério de Minas e Energia, a bandeira Escassez Hídrica visa a cobrir os custos da geração de energia por usinas térmicas necessárias para garantir o fornecimento durante a crise hídrica. A bandeira Escassez Hídrica seguirá em vigor até abril de 2022.

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