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VALE DO ARAGUAIA

Preço pago pelo litro do leite inviabiliza atividade e produtores podem parar

Segundo produtores da região, o valor pago pelo litro do leite caiu 20%: juntos produzem mais de 75 mil litros por dia

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AGRICULTURA

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Produtores de leite do Vale do Araguaia vão se reunir nesta sexta-feira (28.01) para encontrar uma solução para o setor em relação à redução do valor pago pelos laticínios aos produtores pelo litro do leite: o valor que era de R$ 2,00 (dois reais) foi reduzido para R$ 1,60 (um real e sessenta centavos). Segundo o setor, o novo preço inviabiliza a atividade.

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Segundo produtores da região, o valor pago pelo litro do leite caiu 20%, em comparação com o preço que vinha sendo praticado. A redução nos valores atinge pecuaristas de municípios como Novo São Joaquim, Campinápolis e Nova Xavantina, que juntos produzem mais de 75 mil litros por dia.

Diante da insatisfação, os produtores decidiram se mobilizar. Eles querem explicações sobre os motivos do corte do valor pago pelos laticínios e não descartam suspender o fornecimento de leite, caso o preço não seja revisto.

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“Estamos convidando todos os produtores de leite da região para participar do nosso movimento, para conscientizar a todos da importância da bacia leiteira e manter o preço que tínhamos antes. Vamos apresentar nossas reivindicações e, caso não haja mudanças no laticínios, do dia 1º (de fevereiro) em diante vamos suspender a entrega para os laticínios por tempo indeterminado até que a situação dos preços se normalize”, afirma o presidente do sindicato rural de Novo São Joaquim, Carlos Pires da Silva.

Em nota a cooperativa dos produtores de leite de Campinápolis disse que sempre trabalhou na forma de repasse, pois não visa lucro. Ela afirma ainda estar ciente que o valor de R$ 1,60 não cobre os custos do produtor, mas isto não se atribui aos laticínios, pois os preços do queijo e muçarela também sofreram baixas.

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AGRICULTURA

Plano Safra superior a R$ 320 bilhões deve ajudar na equalização da taxa de juros

Interlocutores sempre reforçam a necessidade de o Brasil manter e até aumentar a produção agropecuária

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O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Marcos Montes, disse que está negociando com a equipe econômica do governo um Plano Safra 2022/23 de pelo menos R$ 300 bilhões, com mais R$ 22 bilhões para equalização de taxa de juros. O total é 22,4% maior que o plano safra anterior, porque, segundo o ministro, todos os preços subiram.
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Montes também disse aos deputados da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (25), que quer pelo menos R$ 2 bilhões para o seguro rural, além de tornar a despesa permanente no Orçamento da União – ou seja, sem a possibilidade de cortes. Mas ressaltou que existem limites para destravar os créditos no Orçamento: “Nós não podemos furar teto fiscal, fazer pedaladas. Não vamos fazer isso porque as consequências são graves. Vocês sabem disso, são graves”, disse.

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O ministro destacou que, em todos os encontros internacionais dos quais o ministério participa, os interlocutores sempre reforçam a necessidade de o Brasil manter e até aumentar a produção agropecuária para atender as necessidades mundiais.

O deputado Airton Faleiro (PT-PA) disse que o governo também deveria ter políticas que garantam a segurança alimentar interna: “Nós não podemos, num país com tanta fome, com tanta necessidade, trabalhar uma lógica de uma política de exportação sem ter uma política de produção de alimento voltada para o mercado local”, afirmou.

O ministro Marcos Montes respondeu que as exportações trazem recursos para o país: “E se estamos exportando, nós estamos gerando riqueza para o país, inclusive oportunidade para que as pessoas possam plantar, inclusive agricultura familiar”, disse.

Estoques públicos

Alguns deputados criticaram a falta de estoques públicos de alimentos, principalmente no atual cenário de guerra e de alta da inflação. Mas o ministro disse que os estoques públicos são uma política ultrapassada. “Essa política de estoques, isso é ultrapassado. Estoque é quando o preço mínimo ainda predominava. Hoje não tem preço mínimo. O preço mínimo é bastante aquém do que é o preço de realidade”, observou Montes.

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